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Chicungunha - Saiba mais sobre a doença que está assustando o Brasil

Chicungunha - Saiba mais sobre a doença que está assustando o Brasil



FEBRE CHIKUNGUNYA é uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. 

Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida.

Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

Chicungunha é um aportuguesamento de chikungunya, o nome da doença na língua maconde, um dos idiomas oficiais da Tanzânia, onde foi documentada a primeira epidemia da doença em 1953. O termo provém da raiz verbal kungunyala, e significa "tornar-se dobrado ou contorcido", em referência à aparência curvada dos pacientes, motivada pelas intensas dores articulares e musculares, características da doença. Em Angola (África) a doença é popularmente conhecida por catolotolo, palavra proveniente do quimbundo katolotolu, derivação do verbo kutolojoka ("ficar alquebrado").

Como se identifica um caso suspeito?

O Ministério da Saúde definiu que devem ser consideradas como casos suspeitos todas as pessoas que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC e artralgia (dor articular) ou artrite intensa com início agudo e que tenham histórico recente de viagem às áreas nas quais o vírus circula de forma contínua.

Após a picada do mosquito, em quantos dias ocorre o início dos sintomas?

De dois a dez dias, podendo chegar a 12 dias. Esse é o chamado período de incubação.

Se a pessoa for picada neste período, infectará o mosquito?

Isso pode ocorrer um dia antes do aparecimento da febre até o quinto dia de doença, quando a pessoa ainda tem o vírus na corrente sanguínea. Este período é chamado de viremia.

Dor nas articulações também não ocorre nos casos de dengue?

Sim, mas a intensidade é menor. Em se tratando de Chikungunya, é importante reforçar que a dor articular, presente em 70% a 100% dos casos, é intensa e afeta principalmente pés e mãos (geralmente tornozelos e pulsos).

Existem grupos de maior risco?

O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Além disso, pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.

As pessoas podem ter Chikungunya e dengue ao mesmo tempo?

Sim.

Tratamento e prevenção

Como é feito o tratamento?

Até o momento não existe um tratamento específico para Chikungunya, como no caso da dengue. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (antiinflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.

É necessário isolar o paciente?

Como não existe transmissão autóctone no Brasil, é necessário que o paciente evite deslocamento, utilize medidas de proteção individual e permaneça em repouso durante o período de viremia.

O que as pessoas podem fazer para se prevenir?

Como a doença é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança. As medidas que as pessoas devem tomar são exatamente as mesmas recomendadas para a prevenção da dengue.

Existe vacina?

Não.

Fonte: Ministério da Saúde  /  wikipedia


Aedes Aegypti - Muito mais que um simples mosquito

Aedes Aegypt - Muito mais que um simples mosquito
Aedes Aegypti - Muito mais que um simples mosquito

Com sintomas parecidos e o mesmo transmissor, dengue, chikungunya e zika precisam ser diagnosticadas com antecedência, pois seus tratamentos são específicos.

Um mosquito, muitas consequências. Ainda é caso de estudos, mais já está praticamente confirmada a ligação entre o zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, e os casos de microcefalia.

Os registros da doença que causa malformação no crânio de bebês cresceram mais de 80% desde que o vírus surgiu no país, em 2014, segundo o Ministério da Saúde. “Prima” da dengue, a zika é uma doença mais branda, que costuma ser confundida com alergia.

Ela causa erupções na pele e olhos avermelhados — explica a infectologista e presidente da CCIH do Hospital e Maternidade Santa Joana Rosana Richtmann: — Além da transmissão pelo mosquito, estatísticas indicam uma possível transmissão de mãe para filho, durante a gestação.

Para aliviar as dores causadas pela chikungunya, são usados antiiflamatórios que não podem ser dados a quem tem dengue, pois provocam hemorragia — diz Margella Marconcine, vice-presidente do laboratório OrangeLife, que realiza testes rápidos para o diagnóstico de chikungunya ou dengue: 

Como ainda não há teste sorológico totalmente eficaz para identificar a zika, o diagnósitco é dado por exclusão.

Os vírus das três doenças também podem estar associados à transmissão da síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica que pode levar à morte, diz Margella.

Risco nos primeiros meses da gestação

É no primeiro trimestre da gestação, período em que o cérebro do feto não está formado, que o bebê pode contrair a microcefalia, explica o neurologista André Lima. Com a doença, que traz consequências para toda a vida, o bebê nasce com o perímetro cefálico menor que 33 cm.

Ele não vai sentar, andar ou falar com a idade adequada, pois apresenta um retardo no desenvolvimento — diz o neurologista — Há casos mais graves em que o retardo interfere na respiração, podendo levar à morte.

Ainda segundo o médico, não há tratamento para a microcefalia:
— Há apenas formas de aliviar as consequências, como fisioterapia e fonoaudiologia.


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