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Impotência sexual - Números no Brasil

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A disfunção erétil (DE) é definida como incapacidade persistente de obter ou manter uma ereção satisfatória para a atividade sexual.

Pelo menos 59% dos brasileiros já falharam na cama. Destes, 12% têm problemas de ereção frequentemente. Os dados são da pesquisa “De volta ao controle”, feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de tratar a disfunção erétil. 


Segundo o estudo, metade dos homens apresenta dificuldade de sustentar o ato sexual ao menos uma vez a cada seis meses.



A disfunção erétil afeta a autoestima e a qualidade de vida do casal. E já que é uma doença e tem tratamento, por que não tratar? — questiona o urologista Antonio de Moraes Junior, membro da SBU.

Assistam este pequeno vídeo (não é propaganda) com uma rápida explicação




De acordo com o médico, quase metade dos homens acima dos 40 anos tem algum grau do problema (leve, moderado ou severo). Nessa faixa etária, a principal causa é orgânica (doenças vasculares ou neurológicas, uso de medicamentos e deficiência hormonal).

Nos mais jovens, a disfunção erétil costuma ter origem psicológica.

Apesar de ser muito comum entre a maioria dos homens em algum momento da vida, a disfunção atinge com uma frequência maior as pessoas com diabetes – e pode manifestar-se 5 a 10 anos mais cedo. Estudos internacionais apontaram que 50% dos homens relatarão algum episódio de DE nos seis primeiros meses após o diagnóstico de diabetes. Mesmo assim, a DE pode ser bem controlada em quase todos os homens portadores da doença.

A primeira terapia é feita com medicamentos orais, que aumentam o fluxo sanguíneo para o pênis. Eles podem ser usados de forma segura na maioria dos homens, inclusive nos portadores de diabetes, mas não são indicados para homens com algumas condições cardíacas específicas. É importante ter orientação e acompanhamento médico para uso seguro e bem indicados essas medicações.

Injeções aplicadas no pênis são a segunda opção. Para 11 milhões de brasileiros, que têm a forma moderada ou grave da doença, o tratamento eficaz é o implante de próteses penianas, que simulam a ereção natural.

Ter hábitos de vida saudáveis é a melhor maneira de prevenir a disfunção erétil.


Diabetes - Como a doença pode afetar sua vida sexual

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Diabetes - Como a doença pode afetar sua vida sexual

A doença atinge mais de 13 milhões de brasileiros; especialista traz dicas de como se prevenir.

O índice de pessoas com diabetes no Brasil vem crescendo desde 2006, passando de 5,5 % para 6,9% em 2013, segundo pesquisa apresentada neste ano pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). 

Com isso, são mais de 13 milhões de brasileiros com a doença.


Os cuidados com a saúde para quem tem diabetes são muitos, desde a alimentação até o uso correto dos medicamentos. Além disso, o controle da glicemia (concentração de glicose no sangue) é fundamental para evitar danos a órgãos importantes, como rins, coração, cérebro, entre outros.

O que muitos não sabem, é que episódios recorrentes de hipoglicemia (nível de açúcar baixo) e hiperglicemia (excesso de glicose no sangue) podem afetar alguns órgãos e também algumas funções do corpo humano, como a sexual.

Homens e Mulheres



A médica Elisabete Fernandes Almeida, especializada em Educação em Saúde , comenta que o diabetes mal controlado danifica veias e artérias, impactando no fluxo de sangue, que é fundamental para o bom funcionamento da função sexual.

“Para o homem ter uma ereção é preciso uma boa circulação sanguínea. O descontrole da glicemia afeta o fluxo de sangue, portanto, atinge diretamente o mecanismo da ereção. Estima-se que mais da metade dos homens diabéticos desenvolverão, ao longo do tempo, disfunção erétil”, diz.
Nas mulheres, o diabetes também interfere na sexualidade. Alguns estudos mostram que a falta de lubrificação atinge 5% a 28% das mulheres diabéticas.
“Além disso, ocorre redução do desejo sexual e ausência do orgasmo. Ao entrar na menopausa, o descontrole glicêmico pode aumentar e, com isso, há um risco maior que podem provocar dor durante a relação sexual”, afirma a médica.
Outros fatores

Os diabéticos que apresentam outros fatores associados como colesterol alto, pressão alta, fumam e fazem uso abusivo de álcool, têm mais chances de desenvolver problemas relacionados à função sexual. O estresse e alguns medicamentos também contribuem para os problemas sexuais.

Dicas de prevenção

A prevenção começa pelo bom controle da glicemia. Além disso, é preciso tomar corretamente os medicamentos receitados pelo médico e manter hábitos saudáveis, como:

- Ter uma alimentação equilibrada;
- Reduzir o consumo de sal, gordura e bebida alcoólica;
- Praticar uma atividade física regularmente;
- Beber pelo menos dois litros de água por dia;
- Gerenciar o estresse;
- Controlar a pressão arterial e o colesterol;
- Controlar o peso;
- Fazer uma boa higiene íntima (homens e mulheres). 


Fonte: g1.globo.com/euatleta


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