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Dieta sem glúten - Será que faz bem para qualquer pessoa

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Dieta sem glúten - Será que faz bem para qualquer pessoa

Muito se tem falado sobre as vantagens de uma dieta sem glúten, mais será que ela faz bem para qualquer pessoa?

Produtos sem glúten estão por toda parte nos supermercados, e se tornaram a coqueluche dos adeptos de um estilo de vida mais saudável.

Será que uma dieta livre de glúten traz benefícios para todos?



No Reino Unido, por exemplo, 7% dos adultos já afirmam que evitam o glúten devido a alguma "alergia" ou intolerância, de acordo com dados da consultoria internacional Minte.

Outros 8% da população afirmaram que evitam o glúten como parte de um "estilo de vida saudável".

O certo é que comer glúten pode gerar problemas graves de saúde para as pessoas que sofrem da doença celíaca. Mas qual é o benefício para o resto da população?

Para a maioria das pessoas, a dieta sem glúten não traz nenhum benefício prático.

O trigo, o centeio e a cevada integrais têm farelo, gérmen e endosperma, que são muito nutritivos pois têm fibras, ferro, vitamina B e cálcio.

Os alimentos livres de glúten foram feitos com grãos refinados e, por isso, só têm o endosperma e são menos nutritivos.

Se uma pessoa está pensando em abandonar o glúten, é importante que coma outros grãos como a quinoa e o trigo sarraceno.

O crescimento do mercado de produtos livres de glúten gerou lucros enormes, mas alguns dos produtos são criticados por conter altos níveis de gorduras e calorias.

O que pode levar a uma reação ao glúten?

Se uma pessoal realmente se sente mal ao consumir pães ou massas ou qualquer outra coisa que contenha glúten, é possível que ela apresente algum tipo de alergia, mas também pode ser uma intolerância ou uma doença autoimune.

Se este for o caso, as opções podem ser estas três abaixo:

1) Doença celíaca

É uma doença digestiva grave, de origem genética, que dura toda a vida de pessoa. Quando a pessoa ingere glúten, o sistema imunológico ataca a si mesmo, danificando as paredes do intestino delgado.

O resultado é que o corpo não consegue absorver corretamente os nutrientes dos alimentos.

A doença celíaca não é uma alergia alimentar e nem uma intolerância; trata-se de uma doença autoimune.

Não há cura e a única solução é seguir uma dieta sem glúten durante a vida inteira, inclusive se os sintomas forem mais leves.

Dados apontam que a doença celíaca atinge duas a três vezes mais mulheres do que os homens.

2) Alergia ao trigo

Essa é uma reação a um elemento dentro do trigo, não necessariamente ao glúten, e já ocorre segundos depois do consumo.

Se a pessoa é alérgica ao trigo, talvez possa continuar consumindo cevada ou centeio.

Além disso, produtos livres de glúten poderiam continuar causando a reação alérgica, pois podem conter outras partes do trigo.

3) Intolerância ao glúten

Essa é mais comum que a doença celíaca e a alergia ao trigo, não é genética e também não parece prejudicar o intestino.

Os sintomas de intolerância aos alimentos aparecem de forma mais gradual do que as alergias, muitas vezes só se manifestam horas depois de a pessoa ter comido algo com glúten.

Existe um debate sobre se o glúten é o culpado ou se o problema poderia estar em outros componentes do alimento que a pessoa deixa de consumir quando adota uma dieta sem glúten.

Por exemplo: se a pessoa corta o glúten da dieta, ela vai deixar de comer carboidratos refinados e os benefícios para a saúde que a pessoa pode ter poderiam estar associados a essa mudança.

Mas os alimentos sem glúten são saudáveis?

Se a pessoa tem doença celíaca ou uma intolerância ao glúten, isso não a obriga a ter uma dieta pobre em nutrientes.
Existem ingredientes que são melhores que os outros. Veja abaixo alguns deles e também algumas ideias de como usá-los.

Bolos, biscoitos e tortas

- Farinhas livres de glúten
As farinhas de tapioca, batata ou arroz possuem mais carboidratos e menos proteína que a farinha de trigo. A farinha de grão-de-bico tem muita proteína e fibra e pouco carboidrato.

Para fazer tortas sem glúten, o melhor é misturar farinha caseira com nozes. As amêndoas, pistaches e avelãs são ideais e têm muita proteína e vitaminas B e E, e poucos carboidratos.

A farinha de sorgo ou de tapioca dá suavidade à massa, o que é ideal para tortas mais leves, funcionando muito bem para biscoitos e muffins.

As farinhas de batatas podem ser pesadas e as de grão-de-bico têm um gosto levemente amargo.

- Aglutinadores
As farinhas de trigo e centeio são usadas como aglutinadoras. Na falta delas, é possível usar a goma de guar ou a goma xantana (ou as duas juntas).

A goma de guar vem de uma semente asiática e a goma xantana é produzida por um micro-organismo.

Cereais
Muitos alimentos com glúten podem ser substituídos por versões sem a proteína

A maioria dos cereais consumidos no café da manhã tem algum componente de trigo e glúten.

Podem ser substituídos pela aveia, flocos de milho e alguns tipos de granola.

Molhos e condimentos
O molho de soja, os molhos para saladas, o ketchup e a maionese costumam ter glúten.

Em todos os casos, há alternativas sem o componente e é preciso analisar bem os rótulos.

Salgadinhos
Muitos aperitivos, como as batatas fritas ou os pretzels, têm glúten.

Mas eles podem ser substituídos por nozes, salgadinhos de milho, sementes ou batatas fritas sem glúten.

Bebidas alcoólicas
Certas bebidas, como a cerveja e os licores, podem estar cheios de grãos que têm glúten.

Já existem cervejas sem glúten e a pessoa também pode tomar xerez (tipo de vinho espanhol) ao invés do licor.

Importante
É possível substituir a farinha tradicional de trigo por outras sem glúten.

Ainda que algumas pessoas façam um autodiagnóstico dizendo que têm a doença celíaca, alergia ao trigo ou intolerância ao glúten, os especialistas acreditam que há muitos casos leves da doença celíaca que ficam sem diagnóstico.

Se você apresenta sintomas, é importante consultar um médico para descartar a doença, principalmente se houver outros casos na família.

De acordo com o NHS, o SUS britânico, se a pessoa que tiver o problema continuar consumindo glúten, poderá ter problemas sérios como osteoporose e anemia, seja por falta de ferro ou de vitamina B12.

Apesar de não ser tão comum, se a doença celíaca não for tratada, também poderá gerar algumas formas de câncer.

Fonte: Portal Terra - Saúde


Saiba mais sobre o glúten e sua intolerância

Saiba mais sobre o glúten e sua intolerância

O glúten é uma proteína encontrada em vários cereais como o trigo, o centeio, a cevada e outros.

Saiba mais sobre o glúten e sua intolerância

A doença celíaca ocorre em crianças ou adultos geneticamente predispostos que, ao entrar em contato com o glúten, desenvolvem uma atrofia das vilosidades intestinais, que são responsáveis pela superfície de absorção de nutrientes pela mucosa intestinal. 



É uma doença de características genéticas, conforme mencionado, mas que é considerada autoimune, já que o organismo desenvolve anticorpos que agridem a própria parede do intestino delgado, levando à atrofia da mesma. Pode causar sintomas como diarreia, gases, distensão abdominal, emagrecimento, náusea, lesões de pele etc.

A prevalência de doença celíaca na população adulta aparentemente saudável está grosseiramente entre uma a cada 100 e uma a cada 300 pessoas na maior parte do mundo, segundo dados da Organização Mundial de Gastroenterologia. Ocorre 2 vezes mais em mulheres do que em homens. Vale a pena lembrar que muitos pacientes com doença celíaca têm sintomas mínimos, ou apresentação atípica, sem quadros de diarreia ou emagrecimento. 

Em adultos, a doença celíaca é diagnosticada em média mais de dez anos após os primeiros sintomas. Parentes de primeiro e (com menor chance) segundo graus têm risco aumentado de doença celíaca, devido à predisposição genética, e devem ser testados para tal, mesmo sem apresentar sintomas evidentes.

Pacientes com doença celíaca precisam seguir uma dieta estritamente livre de glúten pelo resto da vida, portanto, não devem comer trigo, cevada ou centeio. Os rastros de glúten também devem ser evitados, ou seja, a carne de hambúrguer que esteve em contato com o pão também é desaconselhável. O milho e o arroz são permitidos e podem substituir aqueles alimentos feitos usualmente com trigo.

Todas as pessoas que tenham dificuldades digestivas, gases, diarreia e que percebem relação com alimentação que contem glúten, devem procurar o gastroenterologista e investigar a critério do médico. Claro que muitos não terão diagnóstico de doença celíaca e podem ter apenas alguma intolerância aos cereais ou as massas, mas esta diferenciação é fundamental, já que no caso da doença celíaca, somente a exclusão completa do glúten pode levar o indivíduo a uma vida normal.


Importante:

A eliminação do glúten da alimentação, não está diretamente relacionada ao emagrecimento!

Fonte: Dr. Flavio Steinwurz, gastroenterologista do Hospital Einstein

einsten.br



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