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Carne Vermelha - O que acontece com seu corpo quando você para de comer

aliados da saúde
Carne Vermelha - Veja os efeitos em seu corpo quando você para de comer 

Dietas consideradas mais saudáveis como as vegetarianas e veganas estão cada vez mais em alta, e tudo indica que a tendência é que elas venham para ficar.

Existe um grande debate sobre a necessidade de consumir carne, e sobre as implicações de ela ser tirada do cardápio. Porém, poucas pessoas consideram os efeitos que isso pode causar no corpo.

Assim, pesquisamos e separamos 6 coisas que acontecem quando paramos de comer carne: 


1 – Perda de peso
Segundo nutricionistas e vários estudos sobre alimentação, a carne é completamente associada ao ganho de peso. Por isso, não é de se admirar que a mudança para uma dieta vegetariana ou vegana tenha um impacto enorme sobre a forma física.
Em um estudo de 2014, que comparou a qualidade nutricional de dietas veganas, vegetarianas, semivegetarianas, pesco-vegetarianas e onívoras, foi descoberto que a dieta vegana teve a maior pontuação de benefícios em todas as áreas examinadas. Um estudo de 2013 também a indicou como a melhor para perder peso, em comparação com outras dietas, ao longo de um período de seis meses.

2 – Melhora no odor corporal
“Suores de carne” são péssimos e reais. Comer carne tem um efeito direto sobre o odor corporal. Isso acontece porque a carne vermelha é mais difícil de ser digerida, se comparada a outros alimentos, obrigando o corpo a trabalhar mais e, consequentemente, transpirar.
Em um estudo de 2006, participantes do sexo masculino que estavam em uma dieta sem carne há duas semanas, foram considerados possuidores de um odor mais agradável e atraente, segundo a opinião das mulheres, em relação aos que eram consumidores assíduos de carne.

3 – Diminuição do paladar
A carne vermelha é uma das principais fontes de zinco. A falta do nutriente pode causar menor percepção de alguns tipos de gosto, de acordo com um estudo japonês realizado em pacientes do Hospital Universitário de Tokushima. No entanto, isso é extremamente raro e não chega a ser motivo para tanta preocupação.

4 – O cansaço aumenta, assim como as chances de ficar doente

Para ser vegano ou vegetariano, é preciso controlar bem a ingestão de vitaminas que são normalmente encontradas na carne. A falta dessas vitaminas poderia causar doenças. Segundo a blogueira Jordan Younger, é preciso se certificar de que você está recebendo todas elas. Ela afirma que sua dieta vegana cortou vários grupos de alimentos e fez tão mal a ela, que seu cabelo caiu e ela sentia cansaço o tempo todo.
A falta de ferro, facilmente obtido da carne vermelha, por exemplo, pode ser a causa do cansaço. O NHS (Sistema Nacional de Saúde dos EUA), observa que a absorção de ferro é mais difícil através de vegetais e legumes, em comparação com a carne, mas é completamente possível satisfazer as necessidades nutricionais com uma dieta vegana, desde que sejam consumidos os alimentos certos. Legumes, pão integral, cereais matinais fortificados com ferro e vegetais folhosos de coloração verde escura (como agrião, brócolis e couve) são grandes fontes de ferro.

5 – Menor risco de câncer de intestino
A Organização Mundial de Saúde, no ano passado, classificou as carnes vermelhas embutidas – bacon, salsichas, linguiça, etc. – como altamente cancerígenas. Carnes processadas tiveram a mesma classificação de álcool, amianto e cigarros em relação à “forte evidência” de ligação com o câncer de intestino. Acredita-se que a cor vermelha da carne, obtida pelo pigmento heme, pode danificar o revestimento do intestino.
Um estudo dos EUA feito em 2015 concluía ainda que os vegetarianos tinham um risco 22% menor de desenvolver câncer colorretal, se comparados aos não-vegetarianos. Para os veganos, no entanto, a diminuição foi de 16%.

6 – Doenças cardíacas são mais raras
Carne e doenças cardíacas estão relacionadas. Pensava-se que a gordura saturada da carne era a responsável por essa ligação. Porém, esta suposição foi oficialmente desmentida. Uma pesquisa recente descobriu que há algo, especificamente na carne, que poderia ser um fator de risco. Pesquisadores de Cleveland descobriram que a carnitina, um nutriente encontrado na carne, desencadeia uma reação de micróbios no intestino que contribui para o desenvolvimento de problemas cardíacos.
“Estes estudos oferecem algumas razões poderosas para considerar deixar, diminuir ou limitar o consumo de carne vermelha. É importante conversar com seu médico, pois ele pode aconselhá-lo com base em seu histórico de saúde pessoal e risco individual de doença cardíaca”, disse Stanley Hazen, PhD em medicina, dos EUA.
Fonte: Metro / Jornal Ciência


Câncer - Relação entre o câncer e carnes processadas

Câncer - Relação entre o câncer e carnes processadas
Câncer - Relação entre o câncer e carnes processadas
O aparecimento do câncer está mesmo relacionado diretamente ao consumo de carne?

A recente divulgação da OMS (Organização Mundial de Saúde) condenando o consumo de carnes processadas e embutidos, por serem, segundo estudos da Organização, causadores de câncer, está criando muito alvoroço no mundo todo. 

Para tentar esclarecer estas dúvidas, nós do site aliados da saúde,  buscamos maiores explicações sobre este tema, que apresentamos a seguir.


Manter uma alimentação nutricionalmente balanceada é o ideal. Deve-se limitar a ingestão de carne para 2 a 3 vezes por semana e reduzir o tamanho da porção

Em estudo de meta-análise (avaliação de vários estudos publicados) realizado pela OMS, estima-se que a ingestão diária de 50 gramas de carne processada aumente o risco de câncer colorretal em 18%. Segundo dados da OMS de 2012, esse tipo de câncer é o segundo mais diagnosticado em mulheres e o terceiro em homens no mundo.

Muitos casos de câncer têm origem genética ou são causados por infecções ou vírus, não sendo possível controlar seu aparecimento. Entretanto, fatores ambientais e estilo de vida são causadores de alterações celulares que favorecem o surgimento de diversos tipos de cânceres.

Segundo a pesquisadora Angelita Habr-Gama o câncer colorretal encontra-se entre os cinco primeiros cânceres mais frequentes e sua incidência não é homogênea em todo o país, sendo prevalente nas regiões Sul e Sudeste, particularmente, nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

A carne cozida em alta temperatura contém também potentes agentes mutagênicos e cancerígenos na forma de aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos. As aminas heterocíclicas mostraram-se altamente mutagênicas e são formadas na superfície da carne quando diretamente cozida na chama ou em altas temperaturas. Agentes carcinogênicos dos produtos da carne vermelha, tais como componentes nitrosos, aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, não foram observados na carne branca, como aves e peixes.

As carnes vermelhas são excelentes fontes de proteína de alta qualidade e têm teor elevado de ferro, zinco e vitamina B12. Entretanto, são fontes especialmente de gorduras saturadas que quando consumidas em excesso, aumentam o risco de doenças cardíacas e outras doenças crônicas. Além de evidências de que o consumo excessivo de carne vermelha aumenta o risco de câncer de intestino.

Deve-se limitar o consumo para 2 a 3 vezes por semana e reduzir o tamanho da porção. Substituir por carne branca (aves e peixes), ovos, leguminosas (soja orgânica, feijão, lentilha, grão de bico), queijos magros, tofu.

Para ajudar a prevenir diversos tipos de câncer deve ingerir regularmente 5 porções de frutas, verduras e legumes e 25g de fibras na dieta.

Dar preferência a alimentos integrais. Para elaboração de sanduíches, em substituição aos embutidos, podem ser utilizados, por exemplo, pasta de grão de bico, pasta de soja, tofu, queijos magros, ovos, pasta de amendoim.

O “European Code Agaisnt Cancer” lista 10 passos ou maneiras para reduzir o risco de ter câncer, entre eles estão:

1 - Não fumar ou utilizar qualquer tipo de tabaco

2 - Manter sua casa e ambiente de trabalho livre do tabaco

3 - Manter peso corporal saudável

4 - Ser fisicamente ativo no dia a dia, limitar o tempo que gasta sentado

5 - Ter uma dieta saudável

6 - Ingerir diariamente cereais integrais, leguminosas, hortaliças e frutas

7 - Limitar a ingestão de alimentos com alta densidade calórica (ricos em gorduras e açúcares) e evitar bebidas açucaradas

8 - Evitar carne processada, limitar a frequência de consumo e a quantidade de carne vermelha

9 - Variedade alimentar; prato colorido; mais natural\ menos processado; menos calorias\ mais nutrientes e moderação no consumo em geral.

10 - Se utilizar bebida alcoólica, limitar a ingestão. Não beber álcool é a melhor prevenção.

A atividade física têm efeitos positivos na prevenção do câncer, pois combate o sedentarismo, ajuda no controle do peso corporal e aumenta o bem-estar.


Fontes: OMS / vidaequalidade.org / aliadosdasaude.com.br


Dicas para viver mais - Comece reduzindo o consumo de carnes

Dicas para viver mais!

O conselho de reduzir os hambúrgueres, bifes e frios acaba de ganhar novo incentivo: Comer menos carne vermelha!

Um estudo feito com 545 mil americanos durante dez anos verificou que, quem come diariamente 115g de carne bovina ou suína (a quantidade num hambúrger médio) tem probabilidade pelo menos 30% maior de morrer mais cedo, quando comparado com quem consome 30g menos por dia.

Embora pesquisas anteriores tivessem vinculado a alimentação rica em carnes vermelhas ao risco maior de doença cardíacas e câncer de cólon, esse é o primeiro grande estudo a examinar como a carne afeta a expectativa de vida.


Mais isso não significa que seja preciso eliminar totalmente a carne bovina e suína, diz Paula Quatromoni, doutora em ciência e professora-adjunta de Nutrição na Universidade de Boston. "Só é preciso comer menos".

Dicas para facilitar:

Não pare de repente
Nessa pesquisa, quem comeu mais peixe, frango e peru teve risco um pouco menor de morrer mais cedo. Faça espetinhos de frango ou, se preferir, use alguns pedaços de carne e muitos legumes.

Siga regras simples
Se voce come muita carne vermelha, comece tirando-a de duas refeições. Evite o bacon no café da manhã; e substitua o presunto por por peito de peru no sanduíche. Depois escolha um dia por semana para ser o "dia sem carne vermelha".

Coma, mas não todo dia
Quando der vontade de comer um baita hambúrger, uma bisteca fumegante, ou um bom churrasco, vá fundo! Depois faça as outras refeições da semana com peixes, feijão e outras fontes mais saudáveis de proteína.

Pratique hábitos de vida saudável
Uma boa alimentação, exercícios físicos, diversão para eliminar o stress, nada de fumo e bebidas alcoólicas, fazem parte de qualquer rotina saudável.

Fonte: Seleções de Reader´s Digest


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